terça-feira, 28 de julho de 2015

VEGAN DIARIES por Joana Verde




O Lip Tint da cor Blood orange (Pacifica) é, definitivamente, o meu batom de eleição (e o único que uso neste momento).

Eu nunca fui muito de usar batom, não porque não goste, mas porque prefiro usar maquilhagem o mais discreta possível, e concentrá-la nos olhos. Mas este baton conquistou o meu coração pelo seu tom brilhante mas ao mesmo tempo discreto, pelo seu perfume e pelo facto de ser 100% vegan e fabricado sem crueldade animal (e de embalagem 100% reciclável). Para juntar aos seus atributos, é super nutritivo e hidratante, graças aos seus óleos de coco e abacate. Querem mais uma razão para o adorar? Ora, é compacto, fácil de transportar mesmo numa pequena carteira de mão.














quarta-feira, 8 de julho de 2015

Os contos de fadas também podem ser reais...



Junho de 2014


E lá vinha ela. Sempre de telemóvel na mão pelo caminho fora. Não existia ninguém assim. Aquela miúda transmitia uma segurança sem dizer uma única palavra. O sorriso dela parecia falar mil e uma palavras sem precisar de lhes dar voz.
Não demorou 5 minutos a chegar aqui. Eu já conhecia todo o seu trajecto, todos os seus gestos, todos os seus gostos. Houve um dia em que finalmente ganhei a coragem, ou perdi a vergonha - como vocês lhe queiram chamar – mas, segui o meu coração. O anormal do meu cérebro não me acompanhou e tudo o que saiu projectado da minha garganta foi:
- Para si é mais caro...
O que é que eu tinha feito? Ela já ali ia tantas vezes e a única vez em que eu consegui falar fui logo dizer aquilo? O que iria ela pensar de mim? Ainda ia pensar que eu era algum palerma que só pensava em dinheiro. Ela não me deu troco. Fez o pedido, pagou o que tinha a pagar e foi-se embora. 
Perdi conta aos dias em que ela não me saia da cabeça, mas foi naquele dia que eu senti aquele click.
O dia em que ela me captou toda a atenção. O dia em que percebi que aquela miúda de cabelo ruivo mexia comigo mais do que devia. Mais do que podia. Eu não me podia voltar a apaixonar, já tinha provado dessa droga e tinha tido repercussões drásticas. Ao contrário de todos os seres humanos o amor a mim dava-me nauseas . O amor para mim matou-me. Não fisicamente, mas emocionalmente. 
Passaram-se dias e eu nunca mais a voltei a ver. O amor era mesmo filho da puta comigo. Ainda nem a tinha e já a tinha perdido? Fazia apostas com o meu colega. Seria hoje o dia em que ela ia voltar? Acreditava sempre que sim, mas a verdade é que não. 
Só a tornei a ver uma semana depois. Apareceu lá e ia acompanhada de um pequeno que devia ter os seus 6 anos. Querem ver que o amor já me estava a foder outra vez? Só me faltava ela ser casada e ter um filho. Nesse dia reparei em todos os pormenores dela, na esperança de tentar descobrir quem era aquele miúdo e que raio de parentesco é que ele tinha com ela. Não descobri quem ele era, descobri algo muito pior. Descobri um anel no dedo dela. 
Voltei a morrer para o mundo. Desisti de nós. 
Sim, para mim já havia um nós. Já imaginava a minha vida com ela, já me imaginava com dois pirralhos a correr pela casa e a lixar-me o juízo para brincar com eles. Nada disto era real e eu já amava a nossa vida. Desisti dos nossos pirralhos. 
Deixei de pensar nela.
Este mês parecia nunca mais acabar. E a face dela no meu pensamento também não. E quando eu pensava que já estava curado da doença Ruiva – como eu queridamente a apelidei – heis que ela aparece de novo. Vinha de novo acompanhada, desta vez pelo rapaz que eu pensava ser o pai do miúdo. 
Evitei servi-los. Evitei olhá-la. Evitei voltar a ama-la. Evitei tanto que o meu coração voltou a gozar comigo e me fez senti-la de novo por todos os locais possiveis e imaginários do meu corpo. Queria tanto chegar perto dela e toca-la que não me controlei. Fui lá e perguntei-lhes o que queriam.
- Para mim era uma Coca-Cola se faz favor.
- E para o menino é?
- Pode ser o mesmo. 
Danado do gajo, até bebia o mesmo que ela. Ainda pensei colocar-lhe sal na bebida, mas sabia que isso me ia sair caro e que a podia afastar de vez de mim... Como se algum dia tivéssemos estado “perto”. 
Levei o pedido.
- Podia-me trazer uma palhinha se faz favor? - disse ela.
- Não sei se sabe mas as palhinhas tem um custo de 0,10€ , tal como os guardanapos.
- Ai sim?
Ela retirou um guardanapo.
- Então e agora? Quer que continue a tirar? 
Fiquei sem reacção. Não esperava aquela resposta. Ela parecia tão delicada que não imaginava que fosse capaz de responder à minha provocação. Mas também não fiquei atrás. Peguei e levei-lhe o talão a cobrar os 0,10€ . Pensava ela que era mais espertinha que eu não? 
Ela foi embora, nunca mais regressou. Será que o destino me estava a pregar uma partida e afinal não havia nada de bom para acontecer ou simplesmente me estava a fazer esperar ainda mais por ela? 
Foi então que meses mais tarde descobri que o destino realmente me estava a fazer esperar por ela. Mesmo com tantos contratempos e com tantas pedras no caminho, conseguimos chegar os dois ao final da linha. E foi aí que percebemos que era o final da linha para cada um e o início da linha para nós. 
Hoje amamo-nos. E acredito que vamos amar-nos até ao fim dos nossos dias.  
P.S: Afinal o miúdo era apenas o irmão dela, o meu estimado cunhado viciado em PES como eu. E o outro gajo? Bem, esse era o irmão mais velho.
Quando descobri isso senti-me sabem como? Rídiculo. Tal como todas as cartas de amor.

António Esteves